"O Populismo Neo-Liberal na Europa" - Diogo Martinho Henriques
Escrevo o meu primeiro artigo no blogue "Cooperativa Socialista" acerca de um assunto que, nestas semanas, tem sido um debate central - a reforma da UE. Nos dias que correm, assiste-se cada vez mais a políticos pseudo-populares que acabam por ser meros políticos populistas. Políticos estes, sem escrúpulos nem ideais humanistas, o que os levam a tomar medidas com o único interesse - o económico. Falo exatamente da maioria dos eurodeputados do PPE (não gosto de generalizar), que se esquecem do que é a génese da União Europeia - uma comunidade económica que passou a uma União também ela social. Lembre-mo-nos do PPE de Rangel (na qual Rangel é o atual vice-presidente), que defendeu as sanções máximas a Portugal, quando ainda estávamos em tempos de austeridade. Lembre-mo-nos do PPE de Rangel que já, por diversas vezes, demonstrou-se disponível em ceder à extrema-direita e aos nacionalismos. Lembre-mo-nos do PPE de Rangel que foi contra os Direitos Humanos ao defender uma política europeia repressiva relativamente aos Migrantes. Lembre-mo-nos do PPE de Rangel que defende a abolição de um Estado-Social para um Estado-Regulador, onde os direitos dos trabalhadores, muitas das vezes, são negados promovendo a maior exclusão social e pobreza. É este o Partido Popular Europeu de Rangel - um grupo político europeu com políticas pseudo social-democratas, que não passam de meras políticas neoliberais sem limites à vista.
Este foi sempre o grave problema do neoliberalismo - o de colocar os interesses económicos de cada país à frente dos interesses dos cidadãos do mundo. Vivemos num mundo desigual, onde cada um de nós ainda não começa da mesma partida, evolui de forma distinta, mas acaba num formato igual. Um mundo onde a maioria fica indiferente à diferença e onde essa diferença cresce dia após dia - a dicotomia entre os mais pobres e os mais ricos. Hoje viver da força do nosso trabalho não é suficiente, como no passado nunca o foi. Quase metade dos trabalhadores a nível mundial são trabalhadores precários, trabalhadores que lutam dia após dias por melhores dias, pedalando numa "bicicleta sem pneus".
A Europa de hoje é uma Europa Fortaleza, uma Europa às Direitas, uma Europa onde o dinheiro é o centro do jogo. É por isso que hoje urge lutar por um Novo Contrato Social para a Europa. Um contrato social que coloque as pessoas na linha das prioridades do Projeto Europeu. Destaco a criação de uma Nova Agenda Social pelo PES - Party of European Socialists, no seu Manifesto Europeu para estas Eleições Europeias. Um manifesto onde se defende uma Nova Agenda Social para Igualdade e a Solidariedade, para a Democracia e os Direitos Humanos, para o Ambiente e a Sustentabilidade, para a Juventude e o Futuro, para a Igualdade de Género e ainda para as Migrações. Um Manifesto Europeu amplo e diversificado, construído em prol. das bases, que não deixa ninguém nem nenhuma matéria para trás. Nasce aqui uma nova base socialista a nível europeu que tem que se fazer sentir nestas Eleições Europeias. Umas eleições europeias estruturais, num dos momentos, provavelmente, mais críticos da Europa do séc. XXI. Temas como as Migrações, como a Saída do Reino Unido da UE, o Crescimento dos Populismos e as Alterações Climáticas - que são temas estruturais que começaram por ser debatidos nesta legislatura, mas que alargar-se-ão ao longo desta nova que começará.
Infelizmente, os partidos sociais-democratas à esquerda, ultrapassam momentos hoje difíceis com graves crises de "Pasokização" por toda a Europa. A extrema-direita e o neoliberalismo hoje crescem à medida que a social-democracia desfalece. Uma social-democracia que, infelizmente, ao longo dos últimos tempos tem perdido inúmeras eleições, país após país. Holanda, Reino Unido, Suécia, Áustria e França são cinco casos concretos, a nível europeu, da enorme queda, muitas vezes acentuada (principalmente a da França, que passou de uma clara maioria absoluta do PSF, para uns escassos 6%). A todos estas países, escapam o nosso e a vizinha Espanha. O aproximar dos Partidos Socialistas às políticas neoliberais já demonstraram duas coisas - a destruição da enraização local desses mesmos partidos e a abertura estratégica às forças populistas (sejam neoliberais ou nacionalistas). É por isso que nós, enquanto socialistas, temos que lutar intransigentemente pelo caminho a seguir. Um caminho mais humano e solidário. O caminho da esquerda, o caminho da social-democracia!
Artigo de Diogo Martinho Henriques
Este foi sempre o grave problema do neoliberalismo - o de colocar os interesses económicos de cada país à frente dos interesses dos cidadãos do mundo. Vivemos num mundo desigual, onde cada um de nós ainda não começa da mesma partida, evolui de forma distinta, mas acaba num formato igual. Um mundo onde a maioria fica indiferente à diferença e onde essa diferença cresce dia após dia - a dicotomia entre os mais pobres e os mais ricos. Hoje viver da força do nosso trabalho não é suficiente, como no passado nunca o foi. Quase metade dos trabalhadores a nível mundial são trabalhadores precários, trabalhadores que lutam dia após dias por melhores dias, pedalando numa "bicicleta sem pneus".
A Europa de hoje é uma Europa Fortaleza, uma Europa às Direitas, uma Europa onde o dinheiro é o centro do jogo. É por isso que hoje urge lutar por um Novo Contrato Social para a Europa. Um contrato social que coloque as pessoas na linha das prioridades do Projeto Europeu. Destaco a criação de uma Nova Agenda Social pelo PES - Party of European Socialists, no seu Manifesto Europeu para estas Eleições Europeias. Um manifesto onde se defende uma Nova Agenda Social para Igualdade e a Solidariedade, para a Democracia e os Direitos Humanos, para o Ambiente e a Sustentabilidade, para a Juventude e o Futuro, para a Igualdade de Género e ainda para as Migrações. Um Manifesto Europeu amplo e diversificado, construído em prol. das bases, que não deixa ninguém nem nenhuma matéria para trás. Nasce aqui uma nova base socialista a nível europeu que tem que se fazer sentir nestas Eleições Europeias. Umas eleições europeias estruturais, num dos momentos, provavelmente, mais críticos da Europa do séc. XXI. Temas como as Migrações, como a Saída do Reino Unido da UE, o Crescimento dos Populismos e as Alterações Climáticas - que são temas estruturais que começaram por ser debatidos nesta legislatura, mas que alargar-se-ão ao longo desta nova que começará.
Infelizmente, os partidos sociais-democratas à esquerda, ultrapassam momentos hoje difíceis com graves crises de "Pasokização" por toda a Europa. A extrema-direita e o neoliberalismo hoje crescem à medida que a social-democracia desfalece. Uma social-democracia que, infelizmente, ao longo dos últimos tempos tem perdido inúmeras eleições, país após país. Holanda, Reino Unido, Suécia, Áustria e França são cinco casos concretos, a nível europeu, da enorme queda, muitas vezes acentuada (principalmente a da França, que passou de uma clara maioria absoluta do PSF, para uns escassos 6%). A todos estas países, escapam o nosso e a vizinha Espanha. O aproximar dos Partidos Socialistas às políticas neoliberais já demonstraram duas coisas - a destruição da enraização local desses mesmos partidos e a abertura estratégica às forças populistas (sejam neoliberais ou nacionalistas). É por isso que nós, enquanto socialistas, temos que lutar intransigentemente pelo caminho a seguir. Um caminho mais humano e solidário. O caminho da esquerda, o caminho da social-democracia!
Artigo de Diogo Martinho Henriques


Comentários
Enviar um comentário