"Do IL à nova Revolução Chilena" - Diogo Martinho Henriques
Nas últimas semanas o Chile tem passado por uma enorme onda de protestos, inicialmente pelo aumento dos transportes, fruto do aumento do petróleo e do dólar. No entanto, as reivindicações dos chilenos começam a tornar-se cada vez maiores criando-se uma verdadeira revolta popular contra a pobreza e as injustiças sociais.
O Chile conhecido pela "pérola da América Latina" é, de facto, um país conhecido por uns, como um dos melhores países para a elite latina se instalar atualmente. Vive-se um sistema político agora ligado ao neoliberalismo, onde o "estado providência" pouco ou nada existe, destruído do pouco que havia, das últimas governações dos partidos de centro-esquerda (pouco progressista).
Tudo começou com a inconformação dos estudantes chilenos para com o governo de Direita de Sebastián Piñera, eleito em Março de 2011, e reforçado em Março de 2018, por mais 7 anos. O seu primeiro mandado foi marcado pela positiva, pela grande parte dos chilenos, onde o PIB cresceu em média 5,3% ao ano, o desemprego caiu de 11% para 6%, foi aprovado o voto facultativo e a desigualdade caiu. No entanto, tudo agravou-se no segundo mandato, onde as contestações aumentaram por parte dos estudantes, pelo aumento dos transportes que nem estes eram prejudicados (derivado ao complemento especial para estudantes). No entanto, devido aos grandes constrangimentos causados as suas famílias, estes estudantes avançaram na luta, onde calculava-se que os preços dos transportes já chegariam a mais de 20% dos orçamentos familiares.
O Chile, como muitos outros da América Latina, tornou-se um país de extremos sociais - um país de grande riqueza, mas de enorme pobreza (apesar, de muitas das vezes, os media não o transmitirem). Iniciaram-se os bloqueios por parte dos estudantes às estações de metro espalhadas pelo Chile, onde a polícia chilena começou a interferir com a conhecida "repressão" utilizada nestes casos. Essa repressão policial não serviu para acalmar os ânimos, mas para exaltá-los ainda mais, e a luta que era de uma geração, passou por ser uma luta transversal a todos aqueles que estavam a ser oprimidos pelo sistema. As reivindicações foram aumentando ao longo dos dias e hoje já se falam da luta pelo "Estado Providência" alargado e acessível a todos, onde a Segurança Social e a Saúde não seja privatizada. Com o alargamento das propostas, vários partidos de esquerda, os tradicionais e os da designada "New Left", aliaram-se a este movimento popular sem líder definido, onde os sindicatos também não faltaram à chamada. Os principais sindicatos do país, tais como o dos mineiros e dos metros, tem realizado sucessivas greves gerais, que não param ajudam gravemente a parar a "máquina governativa" e económica do país. Apesar de aumentos dos salários já realizados pelo Governo e por mais algumas "meias promessas" os chilenos não arremassam pé, por os direitos que são seus por direito. Estes acontecimentos irão se prudurar certamente por mais tempo, sem limite à vista. Existe uma vulnerabilidade de este os extinguir, devido à sua falta de liderança, mas ao mesmo tempo é um dos motivos que mobiliza os chilenos - independência. Os chilenos não se revêm nos partidos tradicionalistas de esquerda, pelas sucessivas falhas do passada, mas olham com esperança para os novos movimentos das esquerdas, que estão a ser lançados por todo o mundo, onde em Portugal e na Europa estes estão também eles em crescimento.
Estes são exemplos claros e concretos, de como os extremos ideológicos sejam a níveis sociais, políticos e económicos, nunca podem ser positivos a médio-longo prazo. Há que haver sempre uma estabilidade e sustentabilidade governativa, onde o combate às injustiças, o combate à pobreza e às desigualdades, sejam o garante de uma sociedade onde o capitalismo não se torne exacerbado em prol. de uma minoria.
No entanto em Portugal e na Europa, movimentos neoliberais, estão se a formar, de modo a "renascer" a chama neoliberal europeia. Resultado disso foi no espaço de apenas 3 anos, formarem-se em Portugal vários movimentos ideologicamente neoliberais, como o Iniciativa Liberal (Socialmente progressista, mas economicamente anarco-capitalista); o Aliança (Conservador socialmente e economicamente liberal); a Democracia 21 (Conservadora socialmente e economicamente neoliberal); o Volt (movimento pan-europeu) e os Democratas Portugal (nem se sabe muito bem o que são). Resultado disso, foi o ALDE que reforçou-se como 3º força política europeia e, em Portugal, obtivemos a eleição de João Coutrim Figueiredo, ex-administrador de multinacionais ligadas à precariedade laboral e ao outsourcing, a ser o "primeiro deputado verdadeiramente liberal" em Portugal, ou em "português", primeiro deputado anarco-capitalista em Portugal a ser eleito no séc. XXI (apesar de existirem sempre uns mais tímidos à direita).
Como se costuma dizer, há quem defenda a liberdade de ser precário, a liberdade de viver numa casa partilhada com outras pessoas, a liberdade de não ter direito à saúde nem à educação acessível a todos, a liberdade de não ter direito a apoios sociais, como a nível de bolsas de estudos, isso sim é ser "livre" para esta nova era de "neoliberais". Estes tem a "liberdade" de continuar a construir um mundo mais desigual, onde se os seus antepassados construíram uma boa qualidade para os seus filhos, poderás ter sucesso, se não estarás destinado ao fracasso.
Fraco é uma maioria, que mal sabe a arma que tem.
O Chile conhecido pela "pérola da América Latina" é, de facto, um país conhecido por uns, como um dos melhores países para a elite latina se instalar atualmente. Vive-se um sistema político agora ligado ao neoliberalismo, onde o "estado providência" pouco ou nada existe, destruído do pouco que havia, das últimas governações dos partidos de centro-esquerda (pouco progressista).
Tudo começou com a inconformação dos estudantes chilenos para com o governo de Direita de Sebastián Piñera, eleito em Março de 2011, e reforçado em Março de 2018, por mais 7 anos. O seu primeiro mandado foi marcado pela positiva, pela grande parte dos chilenos, onde o PIB cresceu em média 5,3% ao ano, o desemprego caiu de 11% para 6%, foi aprovado o voto facultativo e a desigualdade caiu. No entanto, tudo agravou-se no segundo mandato, onde as contestações aumentaram por parte dos estudantes, pelo aumento dos transportes que nem estes eram prejudicados (derivado ao complemento especial para estudantes). No entanto, devido aos grandes constrangimentos causados as suas famílias, estes estudantes avançaram na luta, onde calculava-se que os preços dos transportes já chegariam a mais de 20% dos orçamentos familiares.
O Chile, como muitos outros da América Latina, tornou-se um país de extremos sociais - um país de grande riqueza, mas de enorme pobreza (apesar, de muitas das vezes, os media não o transmitirem). Iniciaram-se os bloqueios por parte dos estudantes às estações de metro espalhadas pelo Chile, onde a polícia chilena começou a interferir com a conhecida "repressão" utilizada nestes casos. Essa repressão policial não serviu para acalmar os ânimos, mas para exaltá-los ainda mais, e a luta que era de uma geração, passou por ser uma luta transversal a todos aqueles que estavam a ser oprimidos pelo sistema. As reivindicações foram aumentando ao longo dos dias e hoje já se falam da luta pelo "Estado Providência" alargado e acessível a todos, onde a Segurança Social e a Saúde não seja privatizada. Com o alargamento das propostas, vários partidos de esquerda, os tradicionais e os da designada "New Left", aliaram-se a este movimento popular sem líder definido, onde os sindicatos também não faltaram à chamada. Os principais sindicatos do país, tais como o dos mineiros e dos metros, tem realizado sucessivas greves gerais, que não param ajudam gravemente a parar a "máquina governativa" e económica do país. Apesar de aumentos dos salários já realizados pelo Governo e por mais algumas "meias promessas" os chilenos não arremassam pé, por os direitos que são seus por direito. Estes acontecimentos irão se prudurar certamente por mais tempo, sem limite à vista. Existe uma vulnerabilidade de este os extinguir, devido à sua falta de liderança, mas ao mesmo tempo é um dos motivos que mobiliza os chilenos - independência. Os chilenos não se revêm nos partidos tradicionalistas de esquerda, pelas sucessivas falhas do passada, mas olham com esperança para os novos movimentos das esquerdas, que estão a ser lançados por todo o mundo, onde em Portugal e na Europa estes estão também eles em crescimento.
Estes são exemplos claros e concretos, de como os extremos ideológicos sejam a níveis sociais, políticos e económicos, nunca podem ser positivos a médio-longo prazo. Há que haver sempre uma estabilidade e sustentabilidade governativa, onde o combate às injustiças, o combate à pobreza e às desigualdades, sejam o garante de uma sociedade onde o capitalismo não se torne exacerbado em prol. de uma minoria.
No entanto em Portugal e na Europa, movimentos neoliberais, estão se a formar, de modo a "renascer" a chama neoliberal europeia. Resultado disso foi no espaço de apenas 3 anos, formarem-se em Portugal vários movimentos ideologicamente neoliberais, como o Iniciativa Liberal (Socialmente progressista, mas economicamente anarco-capitalista); o Aliança (Conservador socialmente e economicamente liberal); a Democracia 21 (Conservadora socialmente e economicamente neoliberal); o Volt (movimento pan-europeu) e os Democratas Portugal (nem se sabe muito bem o que são). Resultado disso, foi o ALDE que reforçou-se como 3º força política europeia e, em Portugal, obtivemos a eleição de João Coutrim Figueiredo, ex-administrador de multinacionais ligadas à precariedade laboral e ao outsourcing, a ser o "primeiro deputado verdadeiramente liberal" em Portugal, ou em "português", primeiro deputado anarco-capitalista em Portugal a ser eleito no séc. XXI (apesar de existirem sempre uns mais tímidos à direita).
Como se costuma dizer, há quem defenda a liberdade de ser precário, a liberdade de viver numa casa partilhada com outras pessoas, a liberdade de não ter direito à saúde nem à educação acessível a todos, a liberdade de não ter direito a apoios sociais, como a nível de bolsas de estudos, isso sim é ser "livre" para esta nova era de "neoliberais". Estes tem a "liberdade" de continuar a construir um mundo mais desigual, onde se os seus antepassados construíram uma boa qualidade para os seus filhos, poderás ter sucesso, se não estarás destinado ao fracasso.
Fraco é uma maioria, que mal sabe a arma que tem.


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